Archive for julho \31\UTC 2007

Destaques do rock catarina – Episódio 1 – Verano

julho 31, 2007

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Uma das coisas mais bacanas que acontecem em Santa Catarina é que do nada, de onde você menos espera, uma boa banda de rock aparece para te dar aquela alegria, principalmente aos seus ouvidos. No início do ano eu estive em Florianópolis num festival no Bar Drakkar, e pude acompanhar que no último ano, algum punhado de bandas boas surgiram na cidade das bruxas. Eu acompanho essa cena pseudo-indie-catarinense há pelo menos 10 anos e tive a imensa satisfação de ouvir ao vivo uma banda chamada “Verano”, formada por um pessoal bacana da ilha e que integra também o meu amigo Luiz Cudo. Sim, o Cudo é amigo meu desde a época do Patrola da RBS TV.

O som apaixonante do Verano, me fez lembrar tempos áureos de meados dos anos 60, onde nascia uma forte cena folk rock com bandas como Byrds, o próprio Dylan e sua banda, The Band, Flying Burrito Brothers e que com o passar das décadas, este estilo de som foi perfeitamente absorvido por grandes bandas dos anos 90, como o Wilco, Son Volt, Uncle Tupelo, REM, entre outras.  Não pensando em estar ouvindo velharias sonoras, as melodias do folk rock do Verano soam modernas e encorpadas. É nítida a preocupação com o som, com instrumentos, com a melodia, com letras bem trabalhadas, enfim, um prato cheio para quem como eu, que adoro folk, está querendo encontrar nas ondas virtuais da internet.  Se um dia o Verano precisar de um guitarra base, podem me chamar que eu vou.

Integrantes:

Luiz Cudo – Baixo/Bateria/Guitarra/Piano/Voz/Violão/Violino/Outro/Gaita
Tiago Vekho – Guitarra/Voz/Violão/Gaita
Maiza de Lavenère – Guitarra/Voz/Violão/Violino/Outro
Daniel Pfeifer – Bateria
Roberto Saraiva – Baixo

Onde encontrar mp3? www.tramavirtual.com.br/verano

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Viva la France!

julho 31, 2007

 O blog também é cultura e divulga inclusive os eventos dos 48. Esse da Aliança Francesa é ideal para os cinéfilos de plantão. Seguem as informações.

 

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Cineclub Aliança Francesa – Agosto

Quando: todas as segundas-feiras de agosto. 18h30Local: Fundação Cultural Badesc [R. Visconde de Ouro Preto,216]Entrada gratuitaRealização: Aliança Francesa de Florianópolis e Fundação Cultural Badesc Sinopses: 

Dia 06/08

Nossos Amigos do BancoNos Amis de la Banque (França, 1997).
De
Peter Chappell. Cores. Duração 84’.Durante vários meses, são realizadas negociações entre o Banco Mundial e um país paralisado pelo seu endividamento excessivo: Uganda. Esta pesquisa de campo brilhantemente filmada realça os mecanismos da tomada de decisão no mais alto nível e o envolvimento determinante do Banco Mundial e do FMI no funcionamento dos países do Sul.

Dia 13/08

Mosso Mosso, “Jean Rouch como se”Mosso Mosso (França, 1998).
De Jean-André Fieshi, Jean Rouch. Cores. Duração 73’.Este encontro com Jean Rouch cabe na exatidão do «como se», no qual se evoca o que se tornou para ele uma regra de vida e de cinema : «Ao se fazer ‘como se’, se está muito mais próximo da realidade». E, enquanto Jean Rouch, rodeado de seus amigos de sempre, Damouré e Tallou, fingisse filmar um filme intitulado «La Vache Marveilleuse», Jean-André Fieschi conseguia abarcar o homem e seu método ; rende-se, aqui, uma homenagem emocionante imbuída do espírito do cineasta. É em sua relação, próxima e respeituosa, com seus cúmplices africanos de sempre, Damouré et Tallou, que se descobre plenamente o cineasta, inventivo e camaleão, em sintonia com a África.  

Dia 20/08

Wesh Wesh, o que foi?Wesh Wesh, qu´est-ce qui se passe ? (França, 2002).
De
Rabah Ameur-Zaimèche. Com Ahmed Hammoudi, Brahin Ameur Zaimèche, Rabah-Ameur Zaimèche. Drama em Cores. Duração 83’. Classificação etária 14 anos.* Filme ganhador do “Prêmio Louis Delluc” e premiado em Berlim em 2002 * Após ter cumprido uma dupla sentença na prisão, Kamel volta para seu bairro, Cité des Bosquets, e com a ajuda de sua família tenta se reinserir na sociedade e no trabalho. O filme mostra a revolta dos jovens com a decomposição da comunidade do bairro, vista através dos olhos do jovem Kamel, que se sente impotente diante de tal situação.   

Dia 27/08

Abouna

Abouna  (França, 2002).
De Mahamat-Saleh Haroun. Com Ahidjo Mahamat Moussa, Garba Issa, Hamza Moctar Aguid, Koulsy Lamko, Mounira Khalil, Zara Haroun. Cores. Duração 81’. Representante oficial do Chade Oscar 2003. Tahir (15 anos) e Amine (8 anos) descobrem ao acordar que seu pai foi embora misteriosamente. A frustração é maior porque naquele dia ele devia ser o árbitro do jogo de futebol entre os garotos do bairro. Decidem portanto sair à sua busca pela cidade, em todos os lugares em que costumava ir. Cansados, acabam refugiando-se em salas de cinema. Um dia acreditam reconhecer seu pai na tela e roubam as latas do filme. 

Trilha sonora na rosquinha

julho 31, 2007

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O filme dos Simpsons produz no mundo todo um efeito mídiatico fantástico. Além da mídia, tem também os inúmeros produtos licenciados pela Fox que começam a invadir as prateleiras de lojas e supermercados. Junto com o lançamento do filme, a trilha sonora será servida ou melhor, oferecida num interessante CD com rosquinha ou donuts. A trilha sonora é instrumental, com as músicas clássicas da família mais pirada.

Superphones e suas melodias maravilhosas

julho 30, 2007

Quinteto gaúcho é protagonista de melodias e o saudável exercício da boa música

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Superphones. Conheci a banda através do respeitável e muito útil para a vida musical de qualquer pessoa, o Trama Virtual. Logo nas primeiras audições concluí que a gauchada havia mandado bem no que se proporam em fazer. No Trama são poucas músicas, já no site oficial é possível fazer download de outras músicas. É difícil não gostar de Superphones.

 

Freqüentemente comparado a bandas independentes britânicas e americanas, de Velvet Undergound a Flaming Lips, Superphones tem se destacado no cenário nacional pela preocupação em fazer belas melodias e pela qualidade das suas produções. A banda acaba de lançar seu álbum de estréia. Formado em 2000, após algumas mudanças na formação, o Superphones hoje vive uma nova fase. O disco de estréia, recém lançado de forma independente, reúne as melhores composições dos primeiros quatro anos da banda, num total de 11 faixas e foi todo produzido pelos próprios integrantes da banda. Duas das músicas do disco, 9th Floor e Where Have You Been?, fizeram parte do elogiado EP Special Play e ganharam nova mixagem e masterização.

 

Outra canção, Grown Ups, foi escrita a pedido do escritor e amigo da banda, André Takeda, como trilha sonora para o seu livro Cassino Hotel (Rocco, 2004). E a versão cantada pela baixista do grupo, Mariana Prates, cuja voz foi atribuída à cantora fictícia Mel X, protagonista da novela de Takeda, foi incluída no disco como faixa bônus. Superphones recentemente abriu para a banda inglesa Placebo no seu show em Porto Alegre, por ter sido selecionada no festival Claro que é Rock.  Já o quadrinista inglês Warren Ellis, autor de Transmetropolitan, colocou uma das músicas da banda na playlist de sua rádio na internet (www.telepathine.net).

Down the Drain, o mais recente videoclipe do Superphones, foi gravado, dirigido e editado pelo tecladista do grupo, Marcelo Guidoux Kalil. Já o vídeoclipe anterior, de 9th Floor, ganhou no festival Gramado CineVídeo 2004 o prêmio de Melhor Video Clipe / Musical. E pode sempre ser conferido no site da banda (www.superphones.com.br), onde também estão disponíveis algumas das músicas do grupo.

 

Atualmente o Superphones é formado por Foguinho (voz), Fabian Umpierre (guitarra), Cristiano Selbach (guitarra), Marcelo Guidoux Kalil (teclados), Sérgio Guidoux Kalil (guitarra) e Pedro Belleza (bateria).

Conheça mais sobre o Superphones:Na net: www.superphones.com.br             www.tramavirtual.com.br

Arraiar do Pornô

julho 28, 2007

Floripa – 48 – Brasil

 Fextênha rock neste sábado, no bairro Pantanal. O cartaz é o melhor do ano, disparado.

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Chubby Checker – Chequered!

julho 28, 2007

 Chubby Checker

Surpresa: Mau sabia a vovó que o rei do twist ficaria malucão

Eu não gosto de chupar informações dos blogs alheios, mas este eu fui obrigado, porquê eu fiquei impressionado com o que eu ouvi. Isso prova que por mais que eu pesquise, tenha uma net razoável, eu não conheço um dedo de música. Chubby Checker – Chequered! (1971). Eu não imaginava que aquele alegre e faceiro rei do twist, Chubby Checker, faria um disco tão bom anos depois do seu sucesso na época inicial do rock.

Segue o texto do BLOG 1967psycho , de onde eu tirei o link para baixar esta obra prima do soul/psicodélico do Mr. Twist.

Para os que não acreditam em metamorfose, esse é o disco perfeito.

Chubby Checker é conhecido até hoje como “Rei do Twist”, pois foi o artista que mais se destacou no estilo, alcançando um sucesso enorme durante a década de 60 e popularizando o Twist em todo o mundo.

Em 1971, morando na Holanda e fazendo uso de certas substâncias (sendo inclusive preso em 1970 com cannabis e outras coisas mais), Checker gravou um ótimo álbum psicodélico, “Chequered!”, que soa muito como trabalhos de Jimi Hendrix e Arthur Lee (opinião de críticos, mas concordo plenamente).

Apenas duas faixas do disco não foram compostas por ele e as letras tratam de temas como morte, drogas, reflexões da vida, temas praticamente inéditos na obra dele.

Os vocais de Checker passam uma emoção enorme (especialmente no soul “Goodbye Victoria”) e a banda que o acompanhou (infelizmente anônima) fez um ótimo som pesado, com direito a guitarras distorcidas, bateria agressiva e presença de órgão Hammond, tudo no melhor estilo de rock psicodélico.

Na minha opinião, um disco incrível!

Obrigado ao blog 1967 Psyco pelo link e pela belíssima dica.

Baixe o disco: http://sharebee.com/43a879ed

Tequila Baby (RS) + Stuart (Bnu/SP) e + um monte de banda

julho 28, 2007

Blumenau é o caminho para neste sábado, toda a galera do rock independente se reunir.

Acompanhe as informações no flyer abaixo:

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Pipodélica fará show intimista em Floripa

julho 27, 2007

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Uma das bandas que eu mais admiro em SC se chama Pipodélica. Nesta sexta-feira, 27 , 19h , o quarteto de “guris de família”, fará um show na Livraria Saraiva, no Shopping Iguatemi em Florianópolis. Entrada gratuita.

Segundo Eduardo Xuxu, vocal e guitarra da banda, o show será intimista, porém não será um acústico.

Futebol+Rock

julho 26, 2007

Torcida do Roma, Itália, chupando o riff de Seven Nation Army do White Stripes, para a cantoria no estádio.

Pérolas da discografia independente de SC (03)

julho 25, 2007

Superbug – Baby, Baby – 1997 (Midsummer Madness)

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Teve uma época da minha vida que eu vivia no Underground Rock Bar. Uma das bandas que eu mais assistia naquele lugar se chamava Superbug. Nas primeiras audições da banda, a precariedade sonora do lugar me deu uma má impressão do quarteto, mas com o passar do tempo e pesquisa sobre o que essa gente fazia, eu passei a admirar o Superbug e seus integrantes. Em 1997, quase três anos depois da formação da banda, o Superbug gravou um dos maiores clássicos, maior pérola da discografia roqueira de Santa Catarina.

Formado por Diógenes Fischer (vocal/guitarra), Fábio Bianchini (backing vocal e guitarra), André Göcks (vocal e baixo) e Rodrigo (bateria), o Superbug foi até o Rio de Janeiro, nas barbas de Rodrigo Lariú (o homem magro por trás da Midsummer Madness) e Gustavo (Pelvs), para a gravação de 11 músicas que foram lançadas em K7 pelo selo carioca.

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Conversei com Fábio Bianchini, hoje um respeitável jornalista e crítico musical de revista como a Bizz e o Diário Catarinense, fundador da banda juntamente com o também jornalista, Diógenes Fischer, sobre o disco que é considerado um clássico da discografia indie rock brasileira.  

Weiss diz: Bianchini. O Baby, Baby surgiu junto com a banda?

Don Bianchini diz: Não, não. A primeira gravação foi “Take Yer Horse off the Rain”, de 1994.  Coisa de dois meses depois do primeiro ensaio e era gravado ao vivo no estúdio. Aí, em 1995, pintou uma coletânea de que a gente ia participar foi quando entramos em estúdio “sério” pela primeira vez para gravar “Ways to Love” (que está no disco Baby, Baby)  

Weiss diz: O Baby, Baby  é de 1997. Nesse tempo como é que vocês estavam bolando o disco? Compondo e guardando para gravar tudo numa paulada só só?

Don Bianchini diz: Assim: em 95 gravamos essa música da coletânea e logo depois, acho que já em 1996, o Yan e o Pablo, integrantes originais, saíram da banda. Foi quando entrou o Rodrigo e o André Göcks, esse também dos Pistoleiros. E a gente ia compondo. Entramos no estúdio para gravar o BB em dezembro de 1996.  

Weiss diz:  Quando vocês montaram o Superbug, o que vocês estavam ouvindo? Influenciou em algo no disco?

 Don Bianchini diz: hmmmmmmmmmmmmmmm. Não muito diferente do que a gente ouve hoje, acho. Com a diferença de que ainda não havíamos descoberto Elephant 6, mas era uma época em que ouvíamos bastante Yo La Tengo

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Weiss  diz: E para gravar o disco? Como era gravar rock em SC há 10 anos atrás? 

Don Bianchini diz: Não era MUITO mais complicado, mas era mais complicado. A Baby Baby nós gravamos no Rio, no Freezer, estúdio do Dodô e do Gustavo, da Pelvs. A idéia era ter por perto alguém que conhecesse as nossas referências. Enquanto estávamos lá, falamos com o Rodrigo (o Lariú, da Midsummer Madness)  e ele curtiu a idéia. 

 Weiss diz: E como foi repercussão na época?

Don Bianchini diz: Média. Média para a época e acho que para hoje também, porque aqui em  Floripa saiu uma matéria no Jornal O Estado. Não tivemos a decência de levar em jornal nenhum,  nem mandamos pra fanzines.   

Weiss diz: Pois é, vocês tinham uma média de 20 anos naquela épóca. Por cantarem na língua da Rainha , vocês tinham pretensões de sair fora do país para lançar? Como é fazer rock na lingua da rainha?

 Don Bianchini diz: Não, acho que essa foi à época em que a gente já tava bem consciente de que era esporte.  Tipo futebol de fim de semana, por arte, o que é bem diferente de não levar a sério. É engraçado isso. Lembro bem que tinha uma época em que, pra descrever o estilo de uma banda, nego dizia : ” Ah, é rock em português”, como se isso significasse necessariamente parecer legião,  e eu achava isso esquisitíssimo…

 Weiss diz: Então por fazer por arte, não importa se canta em inglês ou javanês? 

Don Bianchini diz: É… “por que em inglês?” é meio como “por que duas guitarras e não dois pianos?” “por que sim, ué” 

 Weiss diz: Hoje, 10 anos depois do lançamento do disco, qual a tua avaliação do BB?

Don Bianchini diz: Enquanto falo contigo, tô ouvindo de novo as músicas. Não ouvia fazia um tempão…  e vou dizer que estou gostando… 

Weiss diz: Eu também estou ouvindo, aliás, o que me motivou fazer a matéria é porque eu passei a tarde ouvindo a música “Megawatts of Love” (5ª faixa do disco).

Don Bianchini diz: Gosto pacas dessas músicas. Tem várias que a gente não tem mais saco para tocar,  mas eu fico pensando:  “nossa, como essas músicas são legais”. Eu gostaria que tivéssemos nos dado mais tempo pra mixar e pra mexer em um ou outro timbre. Tem muita coisa que eu ouço, noto um ou outro instrumento mais alto do que deveria e lembro na hora da briga no estúdio e de como elas ficaram desse jeito.  

Weiss diz: Não seria um momento para relançar elas mixadas 10 anos depois?

Don Bianchini diz: sabe que eu curto preservar esses erros? Não sei se é charme, mas é a cara do que são essas gravações.Superbug ao vivo: Por Eduardo Galvani

Baixe Baby Baby na íntegra: www.tramavirtual.com.br/superbug

A Arca do Poetinha Vinicius

julho 24, 2007

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A Arca do Poetinha*  

Especial de TV e discos baseados na obra de Vinicius de Moraes é a derradeira homenagem

 

Quem já não teve infância? Garanto que muitos tiveram,  mas o certo é que hoje eu vou falar de algo que fez parte da minha infância. Acho que meu gosto pela música não é só de ficar fuçando e achando coisas novas, veio da minha casa nos meios dos bolachões de Simon e Garfunkel, Bob Dylan, Elvis Presley, Beatles e também da boa e velha MPB.

 

Acho que sou um cara de época errada, mas com todos os meus vinis em casa, um fiz questão de guardar. Uma doce recordação que desenterrei e ouvi novamente. Acredito que infância se faz com pais que te amam, que te adoram e que sempre vão fazer de tudo para que tu sejas uma criança muito feliz. Eu fui. Ao ouvir o disco “A Arca de Noé”, lançado em 1980 pela Ariola/Polygram, voltei ao passado e a minha infância. Fazendo uma analogia rápida da infância do início dos anos 80, para essa infância de meados do século XXI, acho que a nova classe artística que está surgindo pela mídia, é uma grande enganação. Acredito que nossas crianças estão consumindo muita porcaria e estão deixando de lado a essência básica da vida: a simplicidade.

 

Falando do disco, tudo começou com um livro lançado em 1970 pelo nosso querido Poetinha, Vinicius de Moraes. Nele, trinta e dois graciosos poemas pareciam só estar esperando o momento certo para serem musicados. Alguns chegaram a ser lançado em disco ainda na década de 70 – como “A Casa” -, mas foi através de um programa especial da TV Globo, que as canções realmente se tornaram um sucesso.

Eu mal era nascido, mas o  especial A Arca de Noé foi ao ar no Dia da Criança de 1980, dando espaço para bichinhos de todos os tamanhos, assim como conquistava um público de todas as idades. Pulga, Coruja, Gato, Foca, Girafa. Todos ganharam igualmente um ritmo encantador de se ouvir. E, com certeza, não foi só o leão que se encheu de vaidade ao ser cantado por “feras” como Chico Buarque, Eliz Regina, Milton Nascimento, MPB-4, Clara Nunes, Toquinho, Frenéticas, Tom Jobim. Melhores intérpretes não podiam haver. O sucesso da primeira Arca foi tanto que logo no ano seguinte, 1981, o segundo disco já estava sendo lançado com outros legítimos representantes do reino animal. Era a vez de Formiguinha, Pinguim, Galinha d’angola, Porquinho, Peru mostrarem seu ‘estilo de vida’.

 

O primeiro disco tem as fantásticas interpretações dos artistas já citados, mas a obra também merece os créditos do maestro psicodélico Rogério Duprat e Toquinho nos arranjos. Duprat não economizou na sua especialidade. Trilhas,  o maestro  mandou ver. Toquinho segurou a peteca com seu violão característico.

 

É maravilhoso ter a obra em vinil.  Milton Nascimento e Chico Buarque abrem o disco com Arca de Noé, seguindo com MPB4 com “O Pato”, Elis Regina interpretando gloriosamente “Corujinha”, Alceu Valença com “A Foca”, Moraes Moreira e sua alegria com “As Abelhas”, a então novata Bebel Gilberto com “A Pulga” e o Lado A é encerrado com glórias de “Aula de Piano”, interpretado pelas Frenéticas, grande sucesso na época.

Ahhh, o Lado B (eu adoro dizer isso), é belíssimo como o A, trazendo Fábio Jr. (ele já foi bom) com “A Porta”, o grupo vocal Boca Livre com “A Casa” (sim, ela é muito engraçada), Ney Matogrosso com a belíssima interpretação de “São Francisco”, a também novata Marina (hoje Marina Lima) cantando “O Gato”, Walter Franco com “O Relógio” (tic-tac) e Toquinho cantando magistralmente “Menininha” no final. Enfim, um disco que não é rock and roll, mas que me marcou muito e eu não poderia deixar de socializar isso com vocês leitores. Não tem nem link de Internet para baixar o disco. Se você quer um para mostrar para o seu filho, corra já para um sebo mais próximo e tente garantir um para você.

 

*Este texto é dedicado a Roberto e seu pai Fábio. Força amigo!

 

Texto publicado originalmente no Jornal Tribuna Catarinense em meados de 2006

 

Veja vídeos sobre o especial da TV Globo no You Tube

 

..::correspondente 41::..

julho 23, 2007

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Turnê dos Pupilas Dilatadas termina em Curitiba. Apresentação no Porão do Rock é oportunidade mais viável para 41s, 47s, 48s, 49s assistirem ao show de um dos principais ícones do movimento punk brasileiro. Pupilas Dilatadas, umas das mais bacanas bandas punks do Brasil (isso saiu da boca de ninguém menos que Jello Biafra), se apresenta no Porão do Rock no próximo domingo, dia 29 de julho. Dividem o palco com os gaudérios, os grupos locais Tonighters e Opue.Formado em 1984, o Pupilas lançou dois CDs (Planeta Estranho e Virose de Rock), um compacto duplo e participou de quatro coletâneas em vinil, além de ter sido citada em importantes publicações, como ABZ do Rock Brasileiro, Barulho e Gauleses Irredutíveis.Os comentários de quem viu as demais apresentações da atual turnê são animadores. No set list, constam as singelas “Empresa Católica”, “Michê na J.B.”, “Não Respeite a Lei”, “Superávit de Ódio”, “Necrofilia”. De gorjeta, ainda sai umas versões da Santíssima Trindade Pistols-Clash-Ramones.Atualmente, Pupilas Dilatadas é: Phillip Ness (na guitarra e vocal), Rogério Piru Bittencourt (bateria) e o faca-pente Astronauta Pingüim (baixo e vocal).

Mais sobre os qüeras: www.myspace.com/pupilasdilatadas e www.gigafoto.pupilas.com.br

Por Ramiro Pissetti  

Banda 47 é destaque no Trama Virtual

julho 23, 2007

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A banda Incolores, de Jaraguá do Sul, é destaque do site Trama Virtual desta semana. Jackson Peixer e sua turma dão um banho e figuram entre as novas caras do rock catarinense, em especial 47tista. Muito nos orgulha a presença do Incolores e a entrevista é pra lá de bacana. Aproveite também para ouvir o som dos “rapazi”.

http://tramavirtual.uol.com.br/noticia.jsp?noticia=7067

Review (Lenzi Brothers/Aerocirco/Mordida)

julho 23, 2007

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Era uma sexta-feira fria para uma cidade litorânea como Balneário Camboriú, mas mesmo assim eu encarei o desafio de aparecer depois das 0h00 no Open Bar, para o 14º Lenzi Brothers Convida, tradicional e excelente festa produzida pelos irmãos Lenzi em BC e que agora mudou de endereço, sendo realizado no Open Bar. A festa foi especial para a família Lenzi. Poucas horas antes, aniversário de Balneário Camboriú, há poucos metros do Open Bar, outra família, desta vez Família Lima, fazia a festa para a população. No Open Bar, a família Lenzi fazia outra festa, a sua em comemoração de seus 10 anos de carreira no rock and roll. Os convidados? Bom, duas excelentes revelações do rock sulista. De Curitiba veio a banda Mordida e de florianópolis o renovado Aerocirco.

A festa estava formada, as bandas estavam escaladas, a cerveja estava gelada (também com aquele frio), só o público e o sistema de som do Open Bar não estavam para a noite. O pouco público que veio, foi presenteado certamente com bom rock and roll, mesmo que o PA do Open Bar não quisesse. E não queria. O sistema de som do bar estava horrível, pelo menos para vocais e retorno, o bumbo de bateria quebrou na segunda banda e o sistema elétrico para ligar os pedais de distorção estavam com problemas. Mas tudo bem, o bom e velho rock and roll nunca foi tão fresco com exigências de som perfeito em todos os lugares, mas aquele dia a coisa tava irritando.

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Mas voltando aos artistas. Lá pela 01h00 o Aerocirco subiu no palco abrindo com maestria e com petardos rock and roll de deixar até metaleiro feliz. Guitarras sincronizadas  e banda alegre e feliz de estarem tocando, porquê viver de rock independente em SC não é lá muito gratificante, essa parte de gratificar fica por parte do prazer de tocar. Depois de 40 minutos de muito rock e de um público com aquela sensação de “puta merda, conheci uma banda boa hoje”, o Aerocirco terminou sua apresentação voadora.

Uma rápida troca de instrumentos e o público foi presenteado com Mordida, de Curitiba. Os paranaenses mostram o seu rock and roll fortemente influênciado pelo rock gaúcho, jovem guarda, movimento mod inglês e os petardos seguiam na parada até o bumbo da bateria furar. O batera nem tava batendo forte muito não, Tuba Caruso judia muito mais das peles de bateria do que o baterista do Mordida. Pausa e algo inédito.  Sem bumbo e os dois tons, o surdo virou um improvisado bumbo ancorado num amplificador, mesmo com a precariedade, a banda conseguiu prosseguir mostrando suas músicas que fizeram figurar entre uma das revelações curitibanas na cena rock nacional. Mordida já figurou o single virtual do site Senhor F e para mim, foi uma surpresa o show, mesmo com a precariedade do som do lugar.

Finalizando a noite, os irmãos Lenzi. Buca, Matheus e Marzio completam 10 anos de banda. Iniciaram no circuito universitário de festas dos cursos mais undergrounds da Univali, passaram para as festas do mauricinhos, iniciaram um período de rock na Praia Brava, desbravaram os barzinhos da moda tocando até no Baturité e há uns dois anos, jogaram tudo para o alto para seguir no meio independente tocando apenas suas músicas próprias. Nestes 10 anos já lançaram dois discos completos, dois EPs e um EP virtual pelo site Senhor F. O show foi o melhor possível, mas acho que para falar de Lenzi Brothers aqui neste espaço, acredito que uma matéria específica com eles seria e melhor pedida. Portanto, aguardem, em breve aqui no Mundo 47, Lenzi Brothers avaliando sua longa carreira. Parabéns guris!

Escute:

Mordidawww.tramavirtual.com.br/mordida

Aerocircowww.tramavirtual.com.br/aerocirco

Lenzi Brothershttp://www.lenzibrothers.com.br/discografia.htm

..::correspondente 41::..

julho 21, 2007

Por Ramiro Pissetti

Astronauta Pingüim no Kitinete

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O produtor e multi-instrumentista gaúcho Astronauta Pingüim retorna à capital paranaense na próxima segunda-feira, dia 30 de julho, para massagear os ouvidos e alegrar os corações curitibanos. O show “Vai que é pente” acontece no Kitinete, o mais jovem e aconchegante bar da cidade.

Com um repertório instrumental “afudê”, recheado de órgãos vintage e sintetizadores Moog, Astronauta reinventa clássicos do rock, como “Smells like teen spirit” e “Come as you are” (Nirvana), “Mrs. Robinson” (Simon & Garfunkel) “O bom, o mau e o feio” (Morricone) e a obra-prima de Serge Gainsbourg, “Je t´aime, moi non plus”.

Vai, que é pente!

 

SERVIÇO
O que:
Astronauta Pingüim, no show “Vai, que é pente”.

Onde: Kitinete Bar – Rua Duque de Caxias, 175 – São Francisco – Curitiba (em frente ao Clube Concórdia).

Quando: 30 de julho (Segunda-feira), a partir das 20 horas.

Quanto: Porra nenhuma.

Maiores informações: 8434-0314.

Ground Control to Major Tom

julho 20, 2007

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Hoje, 20 de julho de 2007, é o 38º aniversário da chegada do homem a Lua. A conquista americana cravada em 20 de julho de 1969, em pleno ápice do movimento hippie, produziu belíssimas e psicodélicas canções sobre o tema, que já era abordado também pelo filme “2001, Uma Odisséia no Espaço” e também por filmes e séries de ficção científica, muito populares no mundo naqueles anos. Ainda há gente que duvide da conquista, não acreditam mesmo, mas o legal mesmo é que pérolas como “Space Oddity”, gravada pelo então jovem David Bowie, antes mesmo de se tornar Ziggye Stardust.

Fuçando no You Tube – a melhor televisão do mundo – eu achei várias apresentações do camaleão Bowie cantando Space, mas a melhor de todas, na minha opinião é apresentação abaixo é a melhor que figura na rede. Gravada em 1980 num show, Bowie interpreta a música com muita emoção e a banda que o acompanha, detona!

..::correspondente 41::..

julho 20, 2007

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Estréia hoje,  ..::correspondente41::.. por Ramiro Pissetti.

SEU PULHA! TÁ AÍ A AGENDA DE CTBA (SÓ DE COISAS INTERESSANTES, PQ TEM UMA TRANQUEIRADA DE COISA). NO COMEÇO DA SEMANA, MANDO UM MATERIAL DA TURNÊ DO PUPILAS DILATADAS QUE TERMINA AQUI NO PRÓXIMO DOMINGO (29).

EM BREVE COMEÇO A ENVIAR TEXTOS SOBRE CINEMA.

E ARRUMA A FORMATAÇÃO DESTA PARADA. ESTÁ COM UMAS FONTES TROCADAS. MAS ACHO QUE O NEGRITO TÁ CERTO. SE QUISER MUDAR O PADRÃO, AZAR O TEU.

 

FALOU

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SEXTA FEIRA, 20/07
Supercordas (RJ)

Heitor e banda gentileza

Ruído/mm

Horário: 22 horas

Ingresso: R$ 9,00

Local: Porão Rock Club

End.: Rua Pres. Carlos Cavalcanti 1188 – São Francisco – Ctba – 3324-8678
Obs.: Double Caipirinha até 2 da matina (pede uma e toma duas).

 

“Música para ouvidos insanos”

Chucrobillyman

Folk Trio

Os Garotos Chineses

Horário: A partir das 20h30 horas

Ingresso: R$ 10,00

Local: Espaço Cultural 92 Graus

Visconde do Rio Branco, 294 – Ctba – e-mail: 92graus@92graus.com

Obs.: Garotas ganham uma dose de xiboquinha até ás 22 horas. Ceva em garrafa por 3 contos.

 

“Basement Party”

Anacrônica
Audiograma
Terroristas de Butique
Horário:
A partir das 20h30

Ingresso: R$ 7,00 (c/ bônus R$ 5,00)

Local: Espaço Cultural 92 Graus

 

DOMINGO, 22/07

“Tarde dos Mortos Vivos”

16:00 – Psycho Monsters
16:40 – Os Corsários
17:30 – Zumbillys
18:20 – Barbatanas
19:00 – Radio Cadaver
19:40 – Black Cats
20:30 – CWBillys
21:20 – Ovos Presley

Ingressos: R$ 5,00 (H); Na faixa (M).
Local: São José do Pinhais / PR
End.: João Ernesto Killian, 21. Centro (em frente à Agência de Empregos – próx. Terminal Central)

Obs.: Sorteio de piercings e tatuagens, gravação do DVD da festa, exposições e bazar.

“Double Rock Sunday”
Hidráulica
Ingresso:
R$ 5,00
Local: Korova

End.: Av. Batel, 906 – 84141717
Obs.: Double Drink das 18h às 20h.

Maremotos

Horário: A partir das 18 horas.

Ingresso: R$ 5,00
Local: James Bar

End.: Av. Vicente Machado, 894 – 3222 1426 – www.barjames.com.br

Obs.: Double Drink das 18 às 20 horas.

Onde o pai cura e o filho pira.

julho 19, 2007

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Trio de produtores: Ramiro Pissetti, Kaly (autor) e Deborah

Ele é trabalho de conclusão de curso do agora jornalista/músico Gustavo Moura ( o Kaly da banda Stuart), mas figura com toda a certeza nos clássicos do cinema alternativo roqueiro de Santa Catarina, que nos últimos anos agitou os corredores da faculdade de jornalismo da Univali, em Itajaí. Em 2001 eu filmei o video Tschumistock: A Casa do Rock and Roll (em breve no You Tube) para o TCC. Dois anos depois Flávio Roberto de Oliveira filmou O Anti-Herói Barriga Verde, contando sobre a cena rock de SC. Em 2006 foi a vez de Kaly, filmando com a ajuda de Deborah Boeira e Ramiro Pissetti, a épica história de um dos bares mais legais do rock catarinense, o Curupira Rock Club, que ao lado do falecido Underground Rock Bar, em Florianópolis, foi um dos verdadeiros santuários roqueiros do Estado dos alemón e italianis. Só podia ser num lugar 47.

Confira no link o documentário na íntegra: http://video.google.com/videoplay?docid=-7833371858050163891&q=curupira+documentario

Esta semana tem “Correspondente 41”

julho 19, 2007

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É um prazer para o Mundo 47, apresentar seu primeiro colaborador fixo. Trata-se de nada mais, nada menos que Ramiro Pissetti, filho da mãe, jornalista assessor de imprensa e atual morador do estado do Paraná (41). Formando na Escola Superior do Malacos de Florianópolis. Ramiro é  também, anoréxico, misantropo, mau-exemplo, barbapapa, ex-xanxerense, datilógrafo, infeliz, sacrílego, desregrado, ex-Pistoleiro, nefando, corruptível, extremamente agradável, alimento de pernilongos, consumista, democrata-cristão, ex-goleiro, mentiroso, soronegativo, colorado (aquele, da tríplice coroa), crismado, ex-radialista, amaldiçoado, enfim, um cara muuuuuulti-media.

Fã de cinema e um cineasta formado pelo Instituto Universal Brasileiro, Pissetti é também músico da banda experimental “Os Incríveis Animais que Tocam” e membro da Green Belly, lista de e-mails da galera malaca do rock 47/48. A partir desta semana, Ramiro estará figurando neste blog como Correspondente 41, trazendo as melhores dicas do estado do Roberto Requião, Ratinho  e do Alborquetti.  Ele promete botar a mão na massa, esmigalhar e oferecer as novidades em doses rápidasl, práticas e prazeirosas. Este é Ramiro Pissetti,  gente que faz gente.

Agenda Rock 47

julho 18, 2007

Uma pequena agenda de shows rock que acontecerão nesta segunda metade de julho e em setembro, show do Matanza em Balneário. É muito rock meu amigo, vai se programando. As regiões 47 e 48 irão “bombar”.

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Pizza do Senhor

julho 17, 2007

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Balneário Camboriú é uma pequena cidade com ares de cosmopolita. Atrai no verão uma população que dizem passar de 1 milhão de pessoas e durante o ano, mais de 100 mil pessoas se acotovelam pelas ruas da pequena cidade com cara de grande cidade. Esse ar de falsa metrópole também deixou a cidade dinâmica. Aqui tem tudo. Opções gastronômicas diversas, compras, grandes redes de lojas, shoppings, casas noturnas, aparelhos turísticos, enfim, uma grande infra-estrutura para entreter quem mora e quem visita.

Mas vamos falar do ramo das pizzarias. A cidade é uma das pioneiras no ramo das pizzarias rodízio. Você paga e come o quanto pode. São várias, uma melhor que a outra. Existem as que estão na moda, as muito baratas, as que oferecem mais do que pizza, as que entregam em casa quente, as que entregam fria, as que cobram caro, as que te dão outra de graça se comprar uma grande, enfim, pizzarias para todos os gostos e tipos. Mas uma chama a atenção. Localizada na Avenida Brasil, bem próximo da Barra Sul, esta pizzaria chama a atenção por ser a primeira pizzaria temática da cidade. Fazendo uma propaganda gratuita para eles, a pizzaria Poloneza é a única que se denomina Pizzaria “Gospel”. Sim, igual a um parque temático, a pizzaria gospel de Balneário Camboriú é ponto de encontro dos “irmãos de Cristo” depois das 22 horas. Esta é a hora que os “irmãos” estão saindo dos cultos na cidade.

A cidade turística de Balneário Camboriú também chama a atenção nos dias atuais. Muitas denominações religiosas evangélicas proliferam que nem água na cidade e o número de fiéis aumentam a cada dia. Pensando nisto, o proprietário da pizzaria Poloneza resolveu abraçar os irmãos de braços abertos, igual ao Cristo. A pizzaria temática localizada na Brasil, é pequena e com decoração modesta. Serve suas pizzas num ambiente familiar e com duas televisões rodando DVDs do estilo gospel durante toda a noite. Frases bíblicas rondam as paredes e até no banheiro um recadinho sacro aparece para lembrar os mais apressados. O clima “extensão da igreja”, segue para o menu. Todas as pizzas são catalogadas no menu, através de nomes de capítulos da bíblia. Ao lado do nome bíblico, o nome real da pizza figura o cardápio. Por exemplo. Se você quiser comer uma pizza com pepperone e outros ingredientes junto, terá que pedir “Apocalipse”.  A pizza da banana se chama “Pedro”, já banana com suspiro é “Thiago Zebedeu” e a pizza de bacon é “Josué”, quase todos os livros do Velho e do Novo Testamento figuram o inusitado menu. Ah! detalhe para quem curte uma cervejinha: a pizzaria gospel serve apenas cerveja sem álcool no seu menu.

Mas não pensem que a pizzaria temática serve pizza ruim. A pizza é deliciosamente pecaminosa e estimula um dos principais pecados capitais: A gula. O estabelecimento também é generoso no preço… bem, talvez pensando que o fiel ao chegar lá, já teve que desembolsar um “troquinho” no culto, a pizzaria gospel de Balneário Camboriú cobra um precinho bem legal e com certeza o proprietário irá ganhar aquele terreninho no céu para montar uma filial.

Los Fregueses

julho 16, 2007

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Já está ficando até chato. Ganhar da Argentina nas finais de campeonatos. Os hermanos são claramente superiores e mais unidos em campo, mas quando encaram o escrete canarinho eles se borram todos, não entendo estas atitudes. Torcer para o Brasil é tranquilo, porque mesmo com um time “maomeno”, conseguiram trazer o caneco e calar a boca de milhões de técnicos-torcedores. Devo admitir que não curto muito o Dunga e o time que ele escala, mas agora o momento é de calar a boca e aplaudir. Já os gringos… Se fuuuuuuuuuderaaaaammmmm!

Acompanhe o sofrimento portênho aqui: http://www.ole.com.ar/

Pérolas da discografia independente de SC (02)

julho 15, 2007

Jerusos – Agora Vai! (2001)

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 Pérolas da discografia catarinense segue com o magnífico EP de rock and roll da banda (48) Jerusos. Lançado em 2000, pelo selo Nada é Fácil Discos, o disco é liderado pelo vocalista e guitarrista Rodrigo Daca, o frontman desta banda que durou pouco e que fez excelentes canções do bom e velho rock and roll. Gravado, produzido e lançado em 2001, o EP foi gravado no lendário estúdio AML de Alexei Leão. O Jerusos era composto por Alex Piu-Piu (bateria), Hudson Cabala (guitarrista), Luciano Cabral (baixo), Ricardo Zenão (guitarra) e Rodrigo Daca nos vocais e “batedor de palmas”. Como muito ocorre na ilha da magia, alguns músicos de outras bandas participaram das gravações como Luciano Bilú (Quarteto Banho de Lua), Fernando JB (Landau 76), Bia Brunetti (voz sexy em Pega na Minha Mão) e o próprio Alexei Leão assinando a produção do EP.

A tônica rock and roll, inspirada principalmente num rock ingênuo e despretencioso, como o da Jovem Guarda, é a principal característica do EP. Petardos e hits em potencial figuram o EP Agora vai com suas cinco faixas. Iniciando com a vinheta “Sorria”, o disco emenda “Onde é que tu anda”, pérola melódica e rock and roll de primeira. Rodrigo Daca e sua turma ainda divertem o ouvinte com “Tudo acaba bem”, “O preço desse amor” e a impagável “Pega a minha mão”. Algumas cópias do EP “Agora Vai”, traz de brinde o primeiro EP jerusiano com mais quatro sons gravados em 2000. O EP Festinha de Rock and Roll, outro clássico da discografia rock de SC, completa o EP e traz o hit “O Anel” e outros sons de autoria de Daca.

Não se sabe exatamente porque a banda acabou. Daca desde então trilhou outros caminhos no mundo rock e na mesma época lançou o disco “Canções de Amor ao Pé de Ouvido”, com a ajuda de Eduardo Xuxu (Pipodélica), mas isto é assunto para outro tópico. O Jerusos tentou uma volta há pouco tempo, mas abortado rapidamente.

Baixe o disco aqui: http://www.megaupload.com/pt/?d=1J3P6881

The Simpsons – O Filme

julho 14, 2007

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O filme dos Simpsons tem estréia prevista para o dia 27 de julho, mas a expectativa é muito grande há muitos meses. No Brasil não é diferente. A família mais louca e querida da televisão é mesmo o grande lançamento do ano e todo mundo está torcendo para que o filme, seja tão bom quanto a série de televisão.

Acompanhe o belíssimo site criado para o filme e crie seu personagem simpson, eu já criei o meu! hehehehe

http://www.simpsonsmovie.com

Dia Mundial do Rock

julho 13, 2007

Hoje, 13 de julho é Dia Mundial do Rock. Bom a data foi inventada em 1985 em pleno Live Aid, aquele concerto organizado pelo Bob Gedolf e que tinha como objetivo, ajudar as vítimas da fome na Africa. Pois bem, a data foi instaurada e em mais de 50 anos de história, o rock and roll nos deu inúmeros artistas, ícones de um estilo criado nos anos 50 por gente como Bill Halley, Little Richard, Chuck Berry e ficou primeiramente imortalizado na voz e no suingue do Rei do Rock, Elvis Presley. No Brasil a primeira “rocker” foi Celly Campelo e seu irmão, mas foi somente nos anos 60 que o estilo se popularizou no país com a Jovem Guarda. Nos anos 60 ainda foi o nascimento do maior fenômeno pop de todos os tempos. Os Beatles vieram e mudaram tudo no mundo com relação ao rock. Dos cabelos até o mercado fonográfico, mas isto é papo para outros tópicos. Vieram os anos 70, 80, 90 e dias atuais, com o rock sofrendo mutações e releituras, mas para mim é fato. O rock and roll nunca morre.

Acompanhe alguns petardos:

Anos 50

Anos 60

Anos 70

Anos 80

Anos 90

2000

FELIZ DIA MUNDIAL DO ROCK!

… e wrrrrrrrooooooooooooock!

John Lennon inventou o IPod

julho 13, 2007

Armagedon Litorâneo

julho 12, 2007

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Frioooooo! Brrrrrrr!!! O litoral catarinense está um verdadeiro armagedon nesta tarde de quinta-feira.

Então nada melhor que dar uma dica de DVD para você assistir debaixo das cobertas tomando cachaça ou chá (se você for caretão)

Mutantes – Ao vivo em Londres

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Eu sei que muita gente sonhou com a volta dos Mutantes ( a forma clássica), com a Rita Lee. But, man, ela não topou a volta aos palcos com os irmãos Batista mais Dinho Leme e preferiu continuar com aquele sua carreira pífia de trilhas para a Rede Globo. Tudo bem, é opção da tia, mas confesso que no início tive um pouco de receio em saber que a Zélia Duncan seria a “Rita Lee” da parada. Essa minha expectativa adiantada acabou depois que eu vi o DVD com o show dos Mutantes em Londres, gravado em 2006 na capital britânica. Zélia manda muito bem nos vocais e no entrosamento com um Sérgio Dias ainda muito ligado (o homem parace que anda no 220v) e um Arnaldo Batista, ainda um tanto sequelado pelo bulding dive que teve nos anos 80, but a dupla ainda é venerada mundialmente. Dinho Leme, baterista desde a época de O´Seis, mas que nunca figurou material de divulgação da banda, também está presente e calibrado para tocar os clássicos da banda que fez ter sucesso nos anos 60. A banda de apoio também entra na sintonia cósmica dos Mutantes e a volta, mesmo que em Londres, é o verdadeiro reconhecimento do sucesso da banda brasileira que mais teve influência direta do som dos Beatles. Portanto, a dica para segurar este Armagedon litorâneo é se debandar para alguma locadora que tenha o filme ou passar na loja de CD´s e DVD´s mais próxima e garantir o seu. Melhor Mutantes do que depois…

HOJE! PROGRAMA ROCKLINE

julho 12, 2007

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Amanhã é Dia Mundial do Rock e o Programa Rockline da Rádio Web TWR irá fazer a sua festa hoje a noite a partir das 20 horas no www.twebradio.com

O Programa Rockline está no ar desde setembro de 2006 e é uma espécie de versão em áudio deste blogo, pois é produzido por mim e pelo jornalista Bola Teixeira, também proprietário da rádio.

Não perca hoje! Nos modernos estúdios da TWR

Programa Rockline

Horário: 20h às 22h

TODAS AS QUINTAS-FEIRAS

Gram anuncia seu fim

julho 12, 2007

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It´s Over! A banda paulista Gram anúnciou seu fim no site oficial do grupo. Muito comparados com Los Hermanos, mas na minha opinião com características próprias, assim como os Hermanos, o grupo deu fim a carreira iniciada em 2002. Ao contrário dos cariocas, que afirmam estar dando um “hiato” na carreira, para o Gram a coisa é zéfini e ponto final mesmo. Na breve carreira os paulistas lançaram dois discos: “Gram” (2004) e “Seu minuto, meu segundo” (2006), além de “MTV apresenta Gram” (2005).

James ou Mohamed?

julho 11, 2007

Do Globo.com

A  apresentação do Metallica no Live Earth de Londres, no último sábado (7), quase não aconteceu. Tudo, segundo o jornal “The Times”, por causa da barba do vocalista – James Hetfield teria sido barrado por oficiais ingleses em um terminal do aeroporto por suspeita de ser um talibã.

De acordo com a publicação, o metaleiro teria sido obrigado a responder a uma série de perguntas.

As últimas semanas no Reino Unido têm sido tensas devido a uma série de atentados frustrados em Londres e na Escócia.
Reuters 

Hetfield, no entanto, teria rido das notícias a respeito do incidente no aeroporto. Segundo o site “Contact music”, um porta-voz da banda declarou que tudo não passa de boato. “Isso não é verdade”, falou.

O Metallica se apresentou no Live Earth de Londres ao lado de Madonna, Beastie Boys, Red Hot Chili Peppers, Foo Fighters, Snow Patrol, Genesis, Duran Duran, Bloc Party, entre outros.

A banda se prepara para lançar seu nono álbum de estúdio, que terá a produção de Rick Rubin – o produtor Bob Rock estava trabalhando com a banda desde 1991.

O grupo já vem tocando músicas novas em seus shows recentes.