Etílicos e Sedentos de muito rock na estréia em disco

A região 47 está frutificando muito bem na área rock and roll de ser. Em Brusque uma boa opção de banda de rock (aquelas de verdade) é a Etílicos e Sedentos. Formada por Cleber de Limas (vocal, flauta, escaleta, gaita de boca e guitarra), Saulo Tavares (bateria e voz), Moacir Visconti (guitarra), André Gomes (baixo e voz) e Luis Maurici (teclados), a banda Etílicos e Sedentos lança um bom álbum de músicas próprias, onde guitarras distorcidas e muita vibração, engatam uma boa tônica para um disco de estréia.

Em 2007 o primeiro EP e logo depois, já em 2008, a banda ficou conhecida como a banda que fez uma música de protesto contra a famigerada “tradição” catarinense da farra do boi. O primeiro disco foi lançado há poucos dias em Brusque e nele a banda deposita suas influências roqueiras dos 60, 70, 80 e rock nacional dos anos 80. A gravação está um pouco melhor do que o EP lançado em 2008, mas em algumas faixas ainda não houve uma mixagem decente para quando rola voz da patota toda no disco.

De bobos a banda não tem nada. Escolheram para abrir o lado “A” do CD, as com maior pegada nas guitarras. “Bem que minha mãe disse” e “Com Prazer” já fazem o debut excelente para o álbum. Em “Cachorro de Rua”, apesar de roqueira, as vozes ficam um pouco baixas perante o som estridente e melódico da guitarra.  Já com o single “Farra do Boi”, da época da quaresma, os caras já mostram que tem um lance de consciência dos problemas mundanos. Como proteção aos animais e na “Eucalipto”, que inicia com aquele som característico de motoserra. A música com letra de consciência, vai numa levada mais leve para um refrão pegajoso já imitando a motoserra.

O disco dá uma decaída em “Ruínas” e volta potente em “Vagalume Gigante”, forte candidata a um hit possível da banda.  O famoso e polêmico “Farra do Boi” chega depois. Bom, essa é uma banda que dificilmente vai conseguir fazer algum show em Governador Celso Ramos ou Porto Belo. O primeiro disco da Etilicos cai depois para algo mais setentista prog. Lembra muito Jethro Tull naquela fase que o Ian Anderson estava mais interessado em róque, do que em Salmão.

O primeiro disco dos brusquenses passa no teste em vários quesitos. Primeiro que é rock. Hoje é difícil uma banda surgir e ficar admitindo que é rock. Fazer música um pouco mais comercial exige pelo mercado em se segurar em algum target maldito enviado pelo correio lá de São Paulo, o EeS pelo menos busca sua própria identidade. No segundo quesito, a banda se preocupa realmente com as melodias e os timbres exatos das guitarras. Isso é outro ponto positivo para as bandas de rock. Preocupação com coisas boas. No final e não mais importante quesito, a banda evita não falar nenhuma bobagem. As letras são boas e quando elas querem ter assunto, não são panfletárias ao exagero, como faz um O Rappa, por exemplo.  Agora resta saber até onde a EeS quer ir ou pode ir. Vai depender mais ainda de onde eles vão tocar e como o público vai absorver o róque desses caras.

Visite o Myspace dos caras:

www.myspace.com/etilicosesedentos

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Uma resposta to “Etílicos e Sedentos de muito rock na estréia em disco”

  1. Moacir Says:

    Valeu fera,obrigado pela força…………

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