Festival de Música de Itajaí: Jair Rodrigues

O público ficou impressionado na noite de ontem no show de Jair Rodrigues de Oliveira, um dos grandes intérpretes da Música Popular Brasileira. Aos 69 anos de idade, Jair tem a vitalidade e a voz de um jovem. O show foi basicamente recheado de grandes hits do artista nos seus 46 anos de carreira musical e também uma oportunidade para Jair mostrar o seu grande carisma perante a platéia. O carisma ao extremo, jeito brincalhão, contrastam igualmente com sua poderosa voz, que mesmo com tantos anos, ainda é potente. 

Antes do show, para jornalistas, o inquieto Jair disse que não há momentos para tristeza em sua vida a não ser na hora de durmir, já que é dificil rir durante o sono. Mas mesmo não admitindo, o que tira um pouco o sono do boa praça da música brasileira é a situação atual do mercado fonográfico, que praticamente não existe, apenas música para “targets” específicos. Para jair, quem começa nos dias atuais tem maiores dificuldades do que ele e sua geração nos anos 1960. “Naquela época nós tínhamos mais facilidade, principalmente nós músicos revelados nos festivais. Os gerentes das gravadoras nos procuravam os grandes nomes da MPB, para que a gente indicasse novos talentos. Depois que a gente falava que fulano era bom, no outro dia o cara já estava gravando”, revela. 

Voltando ao show, em pouco mais de um horas, cercado de músicos excelentes – produção musical do show de Jair é muito interessante – Jair pôde fazer homenagens a compositores que o presentearam com grandes músicas. Geraldo Vandré, autor de “Disparada”, música vencedora do Festival da Record de 1966 teve uma atenção especial. Outra homenageada foi a intérprete e companheira do lendário programa Fino da Bossa, na Record, Elis Regina, onde Rodrigues fez uma excelente e pulsante versão para “Arrastão” de Edu Lobo e que foi eternizada pela pimentinha em 1965. 

Não faltou ainda no repertório de Jair Rodrigues, canções como “Majestade O Sabiá” e “Deixe que dizem, que pensem que fale”, aquele famoso e provável primeiro rap da música “mundial”, gravado por Jair em 1964.  Foi uma noite bacana, som bom, o Teatro de Itajaí contou mais uma vez com uma excelente personalidade musical. Parabéns Jair pela vitalidade e entusiasmo.

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