Festival de Itajaí: a verdadeira essência está nas oficinas

Galera participa ativamente das oficinas, como esta de guitarra

O Festival de Música de Itajaí completa 11 anos com uma das ações mais interativas do evento: as oficinas. Neste ano elas estão na sede da FEAPI em Itajaí, mas elas continuam sendo a verdadeira essência do que significa um festival de música para a música em si e os músicos. Essa essência se completa na Hora da Sineta, micro evento no intervalo das oficinas onde os oficineiros e professores realizam uma jam e também a Jam dos Músicos a noite, no Itajazz/Célio´s Clube, mas é durante todo o período de oficinas que a verdadeira interação entre músicos e professores ocorre. 

Estive ontem visitando as oficinas junto com o Marquinhos Espíndola, do Diário Catarinense, saímos com a grata satisfação de ver que tanto nos corredores da FEAPI, quanto nas salas de aula, das poucas oficinas realizadas na Casa de Cultura Dide Brandão, a música flui com interatividade, ensino e pureza do encontro de vários profissionais da música e os jovens músicos que buscam essa essência. 

 

Mariozinho, Mestre Sidinho e Chico Preto: aprendendo cada vez mais

Nos corredores não é difícil você esbarrar com gente como Arismar do Espírito Santo, multi-instrumentista que ministra a oficina de Prática de Conjunto,  o pianista Claudio Dauelsberg, o famoso percusionista Sidinho Moreira e o violonista Marco Pereira, que com suas aulas no festival, hipnotiza a galera.  Sidinho é mais emotivo. Pela primeira vez participando das oficinas do festival, o músico diz que o trabalho é muito revelador, pois os alunos estão muito bem preparados.

Coordenador das oficinas do festival, o contrabaixista Arnou de Melo, músico  muito conhecido no cenário catarinense, diz que nas oficinas é que a química musical acontece. Para o coordenador, a interação entre professores e músicos é muito grande, uma riqueza musical não existente em outros festivais. Arismar do Espírito Santo, que ministra a oficina de Prática de Conjunto, reconhece que há muitos estudantes que surpreendem e que ele mesmo como músico profissional, aprende muito com as aulas no festival. 

Outro espaço importante do Festival de Música de Itajaí é a imensa jam session que acontece no Célios Club. Depois dos shows da mostra oficial no Teatro Municipal, os músicos se reúnem no Célios para uma grande Jam, comandada pela cantora Louise Lucena e seu marido, o baterista Peninha, que também chamou para a banda da casa o multi-instrumentista de sopro Evandro Hasse, o pianista Eliezer de Jesus, Duda Cordeiro no baixo, Daniel Monteiro na guitarra e Rubão no sopro. Durante a noite de improvisação, esses músicos dão lugar aos participantes das oficinas, professores, que sobem ao palco para a famosa hora da canja. 

Itajaí conseguiu também nos últimos anos dar uma seqüencia no clima que rola todos os anos no festival. Os músicos locais conquistaram junto com o poder público um conservatório de música, onde todo o rolo que acontece nas oficinas é transferido para um local com endereço único e com a oportunidade melhorada para os locais.

Confira os shows que rolam até sábado em Itajaí

http://www.festivaldemusicadeitajai.com.br/shows.html

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