Resenha: De volta às Geléias Musicais

Evandro Hasse

 

O palco do JB recebeu na noite de ontem(10), músicos da região que se uniram para uma jamm session repleta de improvisos. Traduzidas como geléias musicais, as jams proporcionam êxtase aos executantes e aos apreciadores que de alguma forma contribuem com a brincadeira organizada dos amantes do jazz. Notas escolhidas e harmonia peculiar são apenas algumas das características do movimento sócio-cultural, que respingou influências no mundo todo e como não poderia ser diferente, conquistou fãs brasileiros.

 

 

 

Tomáz Tessler

 

Ontem, o grupo Samburá de Itajaí apresentou os famosos standarts do jazz, estreando o estilo no JB que é conhecido como pai do Rock Roll, em Balneário Camboriú. Samburá é uma banda instrumental, com trabalho autoral que reúne parte da riqueza da Música Instrumental Brasileira. Hora ou outra, o grupo troca harmonias tortas com artistas que também têm o instrumento como maior companheiro. Desta vez, a banda foi representada por Mariozinho (bateria), Claudinho Pereira (guitarra), Elieser Patissi (piano) e os convidados, Evandro Hasse (metais) e Thomas Tessler (contrabaixo).

 

 

Eliezér de Jesus

 

A platéia ainda tímida avaliou as primeiras notas e não tardou a perceber que a música instrumental traria instrumentos característicos do estilo. Há tempos que não ouvia a surdina do trompete de Evandro Hasse (meu maridão) soar tão bem em um improviso. Sem falar no piano de Eliezer, que se destaca pela criatividade e bom gosto.

 

 

Marinho

 

Acompanho o movimento musical de Itajaí e região há pouco, mas através das impressões dos músicos com quem convivo, presenciei algumas noites de sucesso instrumental.  Em 1998, ano em que o projeto e banda Itajazz perpetuou trabalho na cidade de Itajaí, a vontade latente dos músicos explodiu como um vulcão que borbulhava. Durante algum tempo, o movimento seguiu, mas infelizmente, com algumas exceções em cidades vizinhas, o hábito de tocar jazz e abrir para canjas tornou-se exclusividade da época do Festival de Música de Itajaí, no mês de setembro.

 

 

 

Cláudio Pereira

 

A briga pela música instrumental e a execução do jazz na região vêm de muito tempo. A luta iniciou com mestres que já se foram como o pianista Nenê e o compositor Carlos Niehues.  O popular virou unânime, que bom! Melhor seria se o refinado também pudesse tornar-se novidade. Palmas para o JB e ao meu amigo Rafa do Mundo 47, que em meio a tantas opções, apresentam ao público um sempre novo, mas já antigo movimento: o jazz.

 

Natália Uriarte Vieira

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