Grito Rock Balneário Camboriú

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Rockpictureshow incendiou a finalera com muito róque!

Agora sim. Depois de uma excelente terça-feira de foto (como diz o Marcos Espíndola), vem uma quarta-feira de cinzas, porém as cinzas deu lugar a um sol e alegria estampada no rosto de cada participante do Grito Rock Balneário Camboriú, realizado na noite de terça-feira no John Bull Pub, em Balneário Camboriú. A noite de festa para o róque catarina, pois nove bandas, de diversas partes do Estado, fizeram uma festa alegre, rock and roll e que realmente foi possível graças a persistência de Matheus Lenzi, para que toda banda tivesse condições mínimas para seu espetáculo.

Os Lenzi Brothers, “working class hero” do roque catarina, mostraram que não temem cara feia e pegaram o festival no muque para que ele se realizasse. Agradecimentos nessa hora são dispensáveis, mas o Mundo47 agradece principalmente a estas figuras do róque catarina, por seus excelentes serviços prestados, eles certamente não tem idéia do que isso significa.

Eu, particularmente, fiquei honrado em figurar na festa como discotequeiro oficial e numa seleção extremamente selecionada, vários petardos rock and roll foram executados antes, durante e só não rolou no final da festa, pois já eram quase 04h o final da fextênha.

Mas vamos falar das bandas:

Killing Ana (Floripa)

Eu vi a Killing Ana tocar em duas oportunidades. Nas duas a história era o Grito Rock. Essa segunda foi especial, pois foi no quintal da minha casa (Balneário) e nas duas apresentações, tive a mesma sensação: “Essa banda é muito boa porra!”. Sem mais exageros, a cozinha (baixo e batera), funcionam numa excelente sintonia e em seus petardos rock, a banda é perfeita. Composições próprias de qualidade, personalidade no palco e bons instrumentistas. É uma das bandas de Floripa que eu acho que não deveriam estar em Floripa.

 Incolores (Jaraguá)

Dessa banda eu já conhecia o seu trabalho na web, por sinal, excelente. Rock com influências sessentistas, jovem guarda, psicodelismo, enfim, uma excelente banda e com trabalho próprio com boa identidade. O show foi uma surpresa. Dispensando a iluminação do bar, o quarteto esteve envolto naquelas luizinhas vermelhas de Natal. Musicalmente, a coisa foi vibrante e rapidamente o Incolores sucumbiu à sintonia com a platéia, ambos se admiravam roqueiramente, mutuamente, não mais com a personalidade única de Jackson Peixer como um verdadeiro frontman, foi uma pena que cada banda tinha uns 30 minutos de show.

Verano (Floripa)

De uns tempos para cá a Verano se tornou uma das minhas bandas prediletas em SC. Isso tudo que eu vi três shows deles, porém a veia folk dessa turma me trouxe identificação. Um pouco prejudicados pelo sistema de som do John Bull, que não prevê bandas com tanta parafernália, mesmo com essa dificuldade, eles puderam dar o seu recado para o público. Quando eu digo parafernália, é porquê a Verano se preocupa em acrescentar, mesmo que ao vivo, muitos sons. Órgão Gambitt, escaleta, guitarras, violão, piano Suette, bateria, não é uma formação tão comum que os catarina são acostumados a ver no palco e talvez por isso, muita gente não entenda. É sim, o folk rock, a indie music, ainda não é acessível a todos. Assim como o Killing Ana, a Verano é uma banda que não merece Floripa, deveriam estar galgando ares mais disponíveis para seu som, que é excelente, vendável. Mas uma coisa eu falei para o Luiz Cudo: “Tá na hora de um álbum cheio urgente meu filho!”.

Parachamas (Blumenau)

Os parceiros da Barba Ruiva Produções sempre fizeram shows com esses tais de Parachamas. Eu infelizmente nunca pude vê-los de perto, mesmo Blumenau estando há poucos quilômetros de Balneário, porém, valeu a pena a espera. Um dos melhores shows da noite foi o do Parachamas. Para quem é um pouco mais velho e que acompanha a cena underground, vai lembrar da Butt Spencer, que misturava ska e hardcore. Se ouvir o Parachamas primeiramente vai até achar que é cópia do Butt Spencer. Engano seu, as aparências enganam. Não é porquê uma dupla com pistão e trombone de vara nas mãos, a coisa é igual. Soa diferente, é diferente e muita gente concorda que é bom pacas. Iniciando com a famosa música de Oktoberfesta “Ein Prosit!” em versão rock and roll, o Parachamas já ganha metade da platéia 47 com a tradicional música alemã executada nervosamente. Os caras são mó figuras, excelentes músicos e tem uma boa presença de palco. Parachamas é um grande nome que tem tudo para levar o nome de SC para fora do Estado em festivaizinhos róque rou. Em breve resenha do EP.

Da Caverna (Floripa)

Um powertrio, três irmãos, lembra muito a proposta dos Lenzi Brothers, porém é a Da Caverna que fez um show eletrizante. Com o irmão mais novo assombrando na bateria, a comissão familiar de frente deu conta do recado e petardos gravados na mesa do café da família Zimmerman foram postos à prova da audiência presente. Aliando a isso, a Da Caverna caprichou no que eu chamo de versões, porquê a nova roupagem que deram para músicas do Casa das Máquinas e dos Mutantes, foram dignas de uma nova composição. A banda está de parabéns também, pois são organizadores do Rural Rock Fest 2008, que será realizado em Março em São José. O trio de irmãos 48 é tipo os irmãos 47/49 dos Lenzi Brothers e também se aventuram para garantir que o róque nunca morra em Santa Catarina. O Rural Rock Festival tem franco apoio do blog Mundo47. Contem comigo rapazes.

Variantes (Chapecó)

Já era tarde, mas o público resistiu muito em ficar para ver as últimas bandas. O Variantes é sério candidato a melhor banda róque do ano. Estão com um projeto bacana, disco novo na praça bombando e shows, muitos shows eletrizantes pelo Estado de Santa Catarina e mais para frente, outros estados. Com um disco nas costas, os trinta e poucos minutos de show não foi problema para o Variantes que não precisou dessa vez, em BC, apelar para covers, como fez um mês atrás. Músicas como Descontrole, Sessão Remember, O Moderno e o 50tão e outras músicas do primeiro disco, foram figurinhas fáceis durante todo o concerto. Figuraça também é o vocalista/baixista Gustavo Faccio, já alegre pra dedéu antes mesmo de subir para tocar. O rapaz ficou ultra feliz com a música do Repolho que foi tocada na discotecagem.

Lenzi Brothers (Balneário)

Eles tavam endemonhados. Há quase cinco meses longe dos palcos por conta de um problema nas costas do baterista Matheus, os Lenzi Brothers despertaram para uma porrada de músicas que estarão dentro do próximo disco, provávelmente lançado pela Midsummer Madness. A abertura com “Flutuar” foi uma barulheira só. A música que já é nova, teve umas reformulações que a deixou um verdadeiro clássico. A hora que isso tiver na mão da galera, nossa, nem vou pensar. Mais na secura por rock, Matheus esmurrou aquela bateria como nunca havia feito antes. Endiabrado, ele ditou o ritmo das porradas. Buca Lenzi cantou como nunca e Marzio Darth Vader, com sua Gibson SG preta, mandou Luke Skywalker para o raio que o parta. Depois dessa quero mais shows destruidores dessa turma.

6me6 (Floripa)

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Quando Tschesco (baterista da Rockpictureshow) subiu no palco acompanhado de um trio de cabeludos eu pensei: “Que coisa é essa?”. O 6me6 fez sua primeira apresentação em público no John Bull. Nunca haviam tocado juntos para a galera, mas nem pareciam. A surpresa pelas figuras físicas dos músicos, foi logo abafada pela excelente qualidade técnica e composições próprias do 6me6. Tudo ensaiado na pressa, mas tudo saiu nos conformes no palco. O som é rockão. Não dá para rotular muito bandas rockão a não ser dizer que elas são rockão. É só isso. O quarteto fez soar tão bem as músicas próprias, da mesma maneira com a versão bombástica de “Hey, My, My” (Neil Young) que fizeram no show. O primeiro teste foi feito. Agora essa turma precisa se enfiar num estúdio e tentar registrar o lance que fizeram no palco. A dica é seguir o que o “palco” diz.

Rockpictureshow (Balneário)

Era mais tarde ainda quando o quinteto (sim, agora eles são um quinteto) subiu para o derradeiro show de despedida do Grito Rock BC. Do público inicial, muita gente ainda permanecia para ver o RPS e quem ficou, não teve desapontamento, pelo contrário, eles são os donos do show mais elétrico de róque no Estado. Sem meias palavras. Com a entrada do quinto elemento na banda, num teclado com sons bizarros, mais os vocais tenebrosos de Nei, acho que já da para rotular um pouco o que a RPS faz: punk psicodélico. O barulhento e agradável show foi finalera da noite, mas o gostinho de “quero mais”, permaneceu até a saída de todos os presentes com aquela sensação de dever cumprido. Wrock e até o próximo Grito Rock BC!

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6 Respostas to “Grito Rock Balneário Camboriú”

  1. cudo Says:

    meu órgão é um yamaha, porra!
    gambitt é o teu.

  2. cudo Says:

    ah, já te disse pessoalmente, mas torno público: valeu mesmo, weiss! pela força e pelo empenho junto ao matheus no grito rock bc! excelente escalação, bandas muito boas mesmo.

  3. Jackson Says:

    Concordo com o Cudo.
    Fiquei muito impressionado com a qualidade do festiuval, e com bandas que ainda não tinha visto ao vivo, fiquei orgulhoso por SC ter bandas tão boas, a escalação foi fóda realmente.

    Weiss, bom rever vocês, figuraças e amigos de BC, temos grandes camaradas por aí, é incrível a ajuda que você vem dando a cena musical catarina.

  4. Kenzo Says:

    Altas festinha!
    Parabéns pras bandas, pra organização, e pra galera firmeza que foi lá. Bom descobrir sons bonzaços, como a Verano, ver a galera dançando com os Incolores, e os Variantes quebrando pra caralho. Infelizmente o horário não colaborou muito, mas isso é só um detalhe, que não compromete a puta festa que foi esse Grito.

  5. Vekho Says:

    Pô Weiss, valeu a força!!!
    Cara, a gente tava querendo mais instrumentos, mas enquanto os lugares não se adaptam, hehehe, a gente segue só com o de sempre, órgão, violão, guitarra, baixo, bateria, harmônicas, escaleta, piano e violino, tudo isso em 5!

  6. Carlos Says:

    Me manda o cadastro de todas as bandas, tenho um projeto de rock que vai matar a pau na região por isso preciso do contato, se puder me arrumar agradeço http://www.agittusfest.com.br

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